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Dívida por investimento: uma boa troca

A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) acaba de completar 12 anos de bons serviços prestados à sociedade brasileira. É vital que continue a ser aplicada com rigor. Mas é preciso corrigir o artigo 35, que proíbe a realização de operação de crédito entre os entes da Federação, ainda que sob a forma de renovação, refinanciamento ou postergação de dívida contraída anteriormente. A lei impede a renegociação das dívidas dos Estados e municípios.

Quando a LRF surgiu, 25 Estados e 180 municípios repactuaram as suas dívidas, sob o compromisso de sanear estruturas, ajustar contas e se desfazer de determinados ativos, como os bancos públicos estaduais.

A Prefeitura de São Paulo estava no grupo. Tinha uma dívida enorme, absolutamente impagável.

A duras penas, pagaram-se as parcelas. Mas, no final da gestão Marta, o fardo se tornou pesado. O descumprimento dos termos do contrato elevou a taxa de juros cobrada de 6% para 9%, retroativamente.

Em janeiro de 2005, em editorial, esta Folha alertava para o desastre iminente: sem condições de pagar o devido, São Paulo caminhava para o calote. O prefeito José Serra, que sucedeu Marta, chegou a ameaçar ir à Justiça para revisar os termos do contrato. Ficou na promessa.

Pagamos muito. Se a dívida fosse rateada entre os cidadãos, cada habitante da maior metrópole brasileira já teria desembolsado R$ 1.700. E, no início de 2012, continuaria a dever R$ 4.250. Fosse uma família, São Paulo estaria sendo despejada.

O problema decorre tanto da taxa de juros cobrada quanto do índice de correção adotado. Desde 1997, quando a renegociação foi iniciada, o IGP-DI teve aumento de 224,6%, enquanto o IPCA subiu 140,2%.

Na condição de quem já foi o vereador mais votado da cidade de São Paulo e agora integra a segunda maior bancada no Congresso, alerto para o crime que seria deixar a dívida da nossa maior metrópole fora dessa equação.

Se o município de São Paulo fosse um Estado, sua dívida seria a quarta maior do país. Pelos dados de 2011, o Estado de São Paulo devia R$ 157 bilhões; Minas Gerais, R$ 67 bilhões; Rio de Janeiro, R$ 57 bilhões; e a cidade de São Paulo, R$ 48 bilhões.

Imaginando que a inflação repita o desempenho registrado entre 2007 e 2011, a adoção do IPCA como índice e a volta da taxa de juros aos 6% originais geraria uma economia R$ 9 bilhões pelos próximos quatro anos.

É dinheiro suficiente para construir mais de 200 km de novos corredores de ônibus. Ou para por em funcionamento cerca de 30 km de novas linhas de metrô. Ou ainda para construir e aparelhar seis novos hospitais do porte dos três que a atual administração municipal prometeu construir, mas que ainda nem saíram do papel.

Trata-se de uma questão que está acima dos confrontos entre partido A e partido B, que tão mal fazem a São Paulo. A cidade não quer mero perdão de parte de seus débitos. Proponho que os recursos economizados sejam aplicados exclusivamente em investimentos sociais.

A presidenta Dilma Rousseff já mostrou que podemos enfrentar tabus históricos, como a redução dos juros e a mudança das regras da poupança, em benefício de uma economia mais estável, equilibrada e justa para todos.

Um dos grandes sonhadores brasileiros e um dos políticos mais corajosos e dignos da história, o senador Teotônio Vilela, disse: “A maior tragédia do Brasil não é a dívida externa nem a dívida interna: é a dívida social”.

É essa que queremos abater ao criar condições para que a Prefeitura possa trocar o fardo de uma dívida draconiana para investir mais em programas sociais. 

*Deputado federal e presidente do PMDB da cidade de São Paulo.

Fonte: Folha de S.Paulo por Gabriel Chalita

De olho no professor

Está em curso um movimento global que busca formas mais justas de se conhecer a eficiência do profissional decisivo em qualquer processo educativo: o professor. No noticiário internacional, o fluxo de informações sobre países que recentemente adotaram modelos de avaliação docente ou estão repensando seus sistemas atuais é alto.

O tema é a bola da vez em diversos países: Chile, Argentina (Buenos Aires, mais especificamente), Peru, México, Equador, França, Portugal, Estados Unidos e, claro, o Brasil, que anda às voltas com o prometido Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente, previsto para sair do papel em 2012.

“É um tema que está sendo proposto em todo o mundo. Se entendemos que o docente é um profissional, precisamos admitir que existem características que definem uma profissão, o que inclui a formação inicial, as regulamentações e também a avaliação”, explica a pesquisadora Denise Vaillant, da Universidade do Uruguai e presidente do Comitê Científico do Observatório Internacional da Profissão Docente, com sede na Universidade de Barcelona, na Espanha. A definição de um sistema de avaliação docente se torna polêmica na medida em que exige respostas para uma pergunta incômoda: o que um bom modelo de aferição deve levar em conta?

A resposta é complexa. Além de contemplar a avaliação de todas as atribuições do professor (que, no geral, ainda não foram sistematizadas), esse modelo precisa incorporar o contexto (socioeconômico e cultural, por exemplo) em que esse profissional trabalha. Uma análise atenta dos diversos sistemas educacionais e das práticas levadas a cabo por escolas brasileiras revela a existência de algumas “correntes” no que diz respeito à avaliação de professores. Elas são instituídas tanto no momento em que o docente ingressa na profissão (por meio de exames de conhecimento que o certificam) ou ao longo da trajetória profissional (para monitorar ou para integrar o profissional a um plano de carreira).

Diversas medidas

No âmbito das escolas, a tentação mais imediata é perguntar para aqueles que, em tese, são os maiores interessados em boas aulas: os alunos. Evidentemente, segundo o especialista em avaliação Tadeu da Ponte, do Instituto Primeira Escolha, é uma estratégia que envolve riscos – como a de considerar bons os que caíram na preferência dos jovens e de expor os que entram em linha de conflito com os interesses da garotada. Há o perigo de criar um ambiente de desconfiança e de quebrar os necessários vínculos, se não forem tomados cuidados com o uso equilibrado dos resultados, a confidencialidade e o feedback para os professores. “A avaliação não deve ser contra o professor, mas uma maneira de contribuir para a melhoria de seu trabalho”, diz Tadeu.

Uma forma adotada frequentemente pelas escolas é a autoavaliação, ou seja, quando os professores preenchem questionários sobre o próprio desempenho e estabelecem planos de aprimoramento ou de metas acordados com os colegas ou os diretores. A autoavaliação, embora vulnerável a distorções, é um recurso que vem sendo valorizado, pois é um complemento necessário ao olhar externo – permitindo contextualizar os resultados do avaliador que não vive o cotidiano da escola. Um projeto realizado pela Fundação Bill & Melinda Gates  – Measures of EffectiveTeaching (MET, Medidas da Eficácia Docente, em tradução livre) – traz uma perspectiva complementar à autoavaliação: a possibilidade de que os docentes apontem, no questionário, suas condições de trabalho, características do ambiente da escola e o apoio que recebem para trabalhar. O MET está sendo desenvolvido para identificar e testar medidas do desempenho docente em sete cidades norte-americanas: Charlotte, Dallas, Denver, Hillsborough County, Memphis, Nova York e Pittsburgh. 

Outro caminho de aferição, mais usado em âmbito sistêmico, é o uso de provas de conhecimento, já que se pressupõe que o professor deve saber o que ensina e estar a par dos fundamentos teóricos que embasam sua profissão. Entretanto, isso não assegura que saberá ensinar o que aprendeu. Ao contrário da ideia que predominava no século passado, o chamado “bom” professor não é apenas aquele que sabe muito, mas o que consegue produzir mais aprendizagem, para o maior número de alunos possível em sua sala de aula. “Avaliar implica, também, discutir os critérios que caracterizam um bom professor”, diz Francisco Soares, professor do programa de pós-graduação em Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenador do Grupo de Avaliação e Medidas Educacionais (Game) na mesma universidade e uma das principais referências brasileiras no tema.

Aluno determina o professor

O processo de definição de tais características é complexo, além de estar sempre exposto ao risco das subjetividades. Ainda no plano das redes, hoje são mais comuns as avaliações do professor por meio do resultado de seus alunos. No Brasil, isso vem sendo feito por estados como São Paulo e Rio Grande do Sul, como estratégias de identificar escolas – e não professores, individualmente – que registram avanços nos indicadores de rendimento nas provas oficiais. Nesses estados, o modelo de mirar no desempenho dos alunos para instituir a medida da qualidade docente subsidiou as políticas de bonificação por desempenho. Em ambos os casos, estabeleceram-se gratificações monetárias para as escolas que atingiam metas de elevação de rendimento dos alunos em matemática e português.

Tão logo assumiu a Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, há um ano, o engenheiro e ex-reitor da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), Herman Voorvald, manifestou sua intenção de mudar as linhas de avaliação docentes definidas em administrações anteriores. Para ele, nem sempre a avaliação do sistema atesta o comprometimento e o desempenho dos professores. A crítica de Voorvald encontra eco em outros lugares. Recentemente, travou-se em Nova York uma batalha judicial entre professores e gestores públicos sobre a publicação de uma lista em que a qualidade docente era associada aos resultados de seus alunos em provas padronizadas.

O questionamento é bastante compreensível. Como distinguir entre o resultado do trabalho de um professor que atua em uma escola de classe média em cidades ricas do interior daquele realizado por professores nas periferias, nas quais os contextos sociais pesam mais do que o talento ou o empenho em ensinar? Igualmente complicado é separar quais fatores de influência pertencem às escolas, à estrutura, às condições de trabalho e, finalmente, às competências docentes. Hoje, os baixos resultados dos alunos nos exames oficiais não significam apenas que há problemas no ensino, mas que crianças e jovens padecem de um mal sistêmico, que começa no posto mais alto da hierarquia. “A avaliação de rendimento dos alunos examina ao mesmo tempo o trabalho do governo federal, das secretarias de Educação, dos diretores e, por fim, dos professores. Há toda uma linha de responsabilidades descumpridas”, diz Cipriano Luckesi, doutor pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) e autor de livros sobre o tema.

A busca pela discriminação do grau de influência dos diferentes fatores na aprendizagem pareceu encontrar uma luz no fim do túnel com o avanço da metodologia denominada “modelo de valor agregado”. Por complexos procedimentos estatísticos e acompanhando longitudinalmente o desenvolvimento dos alunos, os pesquisadores tentam separar o que os alunos sabem e aprenderiam mesmo sem a escola e aquilo que efetivamente ganharam ao passar pelos bancos escolares. Em tese, assim seria possível discriminar com mais exatidão o quanto do avanço estudantil poderia ser creditado a bons professores. Embora tenham ganhado um crescente número de adeptos e apontado caminhos novos, as técnicas de valor agregado começam também a entrar em uma fase de questionamentos sobre os resultados obtidos, na intrincada malha de cálculos envolvidos.

Mais recentemente, tornaram-se conhecidas técnicas de avaliação com filmagens de aulas e análise de portfólios de professores, bem como de propostas de aula. Estas estratégias vêm sendo valorizadas por permitir um acompanhamento mais efetivo do que acontece em sala, depois que a porta se fecha. Ao mesmo tempo, o registro permite um acompanhamento mais individualizado do docente. No programa norte-americano MET, as aulas são gravadas e analisadas posteriormente pelos próprios docentes. Além disso, avaliadores externos dão “notas” aos profissionais – os critérios foram elaborados em parceria com pesquisadores e especialistas em desenvolvimento profissional. São avaliados aspectos como a habilidade do professor de estabelecer um ambiente positivo de aprendizagem, sua capacidade de gerenciar a sala de aula e de dar devolutiva aos estudantes. A aplicação de tais estratégias para milhares de professores sempre parece um impeditivo. “De fato, a questão da escala pode ser um problema para um país, mas não para redes menores, como a dos municípios”, sugere Denise.

[…]

Avaliar o quê, como e para quê

[…] Segundo estudo elaborado por Denise Vaillant, muitos dos obstáculos às propostas de avaliação docente são gerados quando ganham contornos de dispositivos de controle ou quando o avaliador é um agente externo sem legitimidade para a categoria. Provocam resistência também a percepção de que o discurso político sobre o tema se choca com a realidade vivida pelos professores e quando os critérios avaliados são contraditórios em relação àqueles utilizados na contratação dos docentes. Por fim, no plano conceitual, geram reação as aferições que desconsideram o contexto vivido pelo professor ou que levam em conta apenas aspectos cognitivos.

De outro lado, diz a pesquisadora, as propostas que avançam no cenário contemporâneo têm características diametralmente opostas: buscam uma abordagem mais sistêmica, promovem a participação e o envolvimento dos atores implicados, respeitam o trabalho docente e têm como pano de fundo processos de melhoria do sistema educativo, com redes de apoio ao trabalho do professor. Essa perspectiva da avaliação se opõe, por exemplo, às que estão focadas unicamente na remuneração. “Ao invés de pagar pelos resultados, a avaliação pode identificar as necessidades de formação dos professores e apoiá-los”, sugere a pesquisadora Margarita Zorrilla, doutora em educação e diretora do Instituto Nacional para a Avaliação de Educação, no México.


Fonte: revista Educação (por Paulo de Camargo) 

”O centro precisa ser o cartão-postal da cidade” diz Chalita em entidade paulistana

O deputado federal Gabriel Chalita visitou na segunda-feira, 21 de maio, a sede da Associação Viva o Centro, em São Paulo, para ouvir propostas e conhecer projetos de revitalização da região central da cidade. Foi recebido pelo superintendente Marco Antônio Ramos de Almeida e pelo ex-secretário estadual da Cultura Jorge da Cunha Lima, dirigentes da instituição.

“O centro é que dá a identidade de metrópoles como Nova York, Paris e Londres, que são também grandes polos turísticos”, afirmou Almeida. “São Paulo pode se beneficiar muito se o centro for uma área de excelência, com iluminação, ruas, mobiliário urbano, calçadas e jardins bem cuidados”, defendeu.

Entre outras críticas dos dirigentes da entidade, está a de que a segmentação do poder público em diversos órgãos tem um efeito negativo na região central. “O centro precisa de um projeto integrado de zeladoria e desenvolvimento, de um núcleo que cuide especificamente dele, unindo governo, iniciativa privada e lideranças locais, e de alguém que coordene tudo isso”, disse Almeida.

Já Cunha Lima apontou que, além da restauração de edifícios e de monumentos antigos, a construção de prédios modernos para atrair grandes empresas é impedida pela burocracia da Prefeitura. Segundo ele, o empresário, mais do que de subsídios, precisa de rapidez de decisão por parte dos órgãos públicos e de segurança jurídica.

Para Chalita, o uso da tecnologia pode ajudar a reduzir as dificuldades para a obtenção de licenças e de alvarás, assim como melhorar os serviços públicos. “As cidades modernas não expulsam. Elas acolhem”, afirmou.

Segundo o deputado, moradores de toda a cidade desejam que o centro paulistano seja revitalizado: “Em qualquer lugar, a população aplaude quando falamos de propostas para transformar a região central”, relatou. “O centro precisa ser o cartão-postal da cidade.”

Fonte: assessoria de imprensa

Associação Viva o Centro recebe Gabriel Chalita

Presidente do PMDB da cidade de São Paulo, o deputado federal Gabriel Chalita será recebido nesta segunda-feira (21 de maio), às 13h, pelo superintendente da Associação Viva o Centro, Marco Antonio Ramos de Almeida. Chalita quer conhecer propostas para a revitalização do centro da capital paulista.

“Tenho me reunido com entidades da sociedade civil, a fim de ouvir sugestões referentes à revitalização e à modernização de São Paulo”, afirmou o deputado.

Fundada em 11 de outubro de 1991, por iniciativa de Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central, a associação é uma entidade civil sem fins lucrativos. A ONG dedica-se há mais de 20 anos ao processo de revitalização de São Paulo, trabalhando para o desenvolvimento da cidade, e é tida como referência nacional e internacional no que concerne a projetos de intervenção urbana comandados pela sociedade civil.

Fonte: assessoria de imprensa

Lições poéticas

“Não quero amar,/Não quero ser amado./Não quero combater,/Não quero ser soldado./– Quero a delícia de poder sentir as coisas mais simples”, ensina-nos o poeta Manuel Bandeira em seu poema “Belo belo”, publicado na obra Lira dos cinqüent’anos. A lição da singeleza, da beleza, contida na simplicidade. Por meio do discurso desse notável poeta, sentimo-nos propensos a refletir sobre a grandeza existente nas coisas singelas e sobre a forma como elas conduzem nossos corações e nossas mentes ao caminho do que é realmente importante para a existência humana.

Possibilitar essa visão apurada da vida contribui para o entendimento de que a felicidade é composta pelas ações e pelas sensações presentes nas coisas mais corriqueiras.

Esse aprendizado deve ser um dos primeiros objetivos da educação. Nas disciplinas do currículo regular, nas numerosas atividades que configuram o ano letivo das escolas – semanas culturais, passeios, projetos e estudos do meio –, é necessário que os educadores propiciem aos aprendizes a consciência do que é o bem, o bom e o belo. Até porque essa tríade, capaz de dotar o espírito e a mente humana do viço e da energia essenciais à edificação de ideais nobres, cria um círculo virtuoso fundamental à convivência social pacífica, ao desenvolvimento do caráter ético e ao fortalecimento de valores como honestidade, lealdade, respeito, solidariedade e senso de justiça.

Essas e tantas outras percepções provêm do aprendizado adquirido na família e das influências recebidas pelo meio. E é aí que entra o trabalho sensível dos educadores, cuja missão é ensinar os aprendizes a lerem as partituras da vida, equilibrando razão e emoção, competência técnica e amor.

Em seus versos irretocáveis, Manuel Bandeira sintetiza parte dos conceitos filosóficos descritos por Platão a respeito do belo, tanto em seu texto Fedro quanto em República. No primeiro, o filósofo nos diz: “(…) na beleza e no amor que ela suscita, o homem encontra o ponto de partida para a recordação ou a contemplação das substâncias ideais”. Já em República, Platão compara o bem ao Sol, que dá aos objetos não apenas a possibilidade de serem vistos, mas também a de serem gerados, de crescerem e de se nutrirem. O pensamento filosófico e a poesia não oferecem caminhos inequívocos para a felicidade. Melhor do que isso: apontam caminhos para que possamos ter o prazer de encontrá-la por nossos próprios esforços.

Assim deve ocorrer também com a educação, cujo compromisso maior precisa ser o de proporcionar escolhas, além de fornecer aos seres em formação os instrumentos básicos para suas jornadas pessoais. Mestres e aprendizes têm de compartilhar a fascinante aventura da troca e da descoberta, de modo que, juntos, ampliem a capacidade de olhar as paisagens da vida com os olhos de ver. Carlos Drummond de Andrade – outro mestre sagrado da poesia – já falava sobre isso em seu belíssimo poema “A flor e a náusea”, do livro A rosa do povo: “Uma flor nasceu na rua! (…)/Uma flor ainda desbotada/ilude a polícia, rompe o asfalto./Façam completo silêncio, paralisem os negócios,/garanto que uma flor nasceu. (…)/É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.”

Essa visão privilegiada dos poetas e dos filósofos tem de estar no cerne das propostas educacionais. É preciso utilizar uma pedagogia que revele o bom, o bem e o belo em sua essência. No ensaio “Inquietudes na poesia de Drummond”, da obra Vários escritos, o professor Antonio Candido discorre sobre a “função redentora da poesia”.

No dia a dia das escolas, é necessário encontrar um tempo para resgatar os dizeres dos grandes visionários, para que possamos nos educar e educar os demais para olhar o asfalto e, ainda assim, enxergar a flor.

Fonte: revista Profissão Mestre (por Gabriel Chalita)

Gabriel Chalita faz palestra sobre educação como direito fundamental

Gabriel Chalita participou na noite de ontem, 17 de maio, da IV Jornada Jurídica – Direito Constitucional, na Universidade Paulista (UNIP), em São Paulo. Tendo como tema “A educação como direito fundamental no sistema constitucional brasileiro”, Chalita palestrou para um público de 700 pessoas, formado por estudantes de direito, professores e colaboradores da universidade.

“A Constituição, no seu artigo 205, diz que o papel do Brasil é ter uma educação de qualidade, que forme a pessoa, que forme o cidadão e que o prepare para o mercado de trabalho”, afirmou o palestrante. “A educação, na dimensão constitucional, está profundamente ligada à construção de um Estado que olhe para as pessoas e dê oportunidades para que elas possam se desenvolver.”

Chalita ainda lembrou que o Brasil é a sexta potência econômica mundial, tendo ultrapassado o Reino Unido recentemente, mas que ainda carece de educação pública de qualidade para todos. O deputado lembrou sua experiência durante uma viagem oficial ao Líbano, país onde todas as escolas são de tempo integral e as crianças falam pelo menos inglês e francês, além de árabe e outras línguas locais.

A Jornada Jurídica da UNIP ocorreu nos dias 15, 16 e 17 de maio, no campus Marquês de São Vicente. O público assistiu a palestras de diversos profissionais, nos períodos da manhã e da noite.

Fonte: assessoria de imprensa

O livro dos amores

Gabriel Chalita apresenta, aqui, nove histórias de amor. O autor fala da paixão entre Eros e Psiquê, capaz de superar a fúria dos deuses do Olimpo. De relações que terminaram de modo trágico – como da de Anna de Assis e Dilermando de Assis e da de dom Pedro e Inês de Castro. Do amor de poetas por suas musas: Tomás Antonio Gonzaga e Marília de Dirceu; Dante Alighieri e Beatriz. 

Além disso, da paixão entre Edward VIII e Madame Simpson, que gerou uma crise no trono inglês. Do sofrido amor de Sóror Mariana do Alcoforado pelo soldado que a abandonou. E de duas das mais conhecidas histórias de todos os tempos: a de Tristão e Isolda e a de Romeu e Julieta.

Editora Planeta, 2012 (observação: a primeira edição da obra foi lançada em 2006).

Congresso Educador tem palestra de Gabriel Chalita

Gabriel Chalita será um dos palestrantes da 19ª edição do Congresso Educador, um dos mais renomados do mundo na área da educação. O evento ocorre de 16 a 19 de maio, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo (SP), e tem como tema “Família, sociedade e escola: onde pretendemos chegar?”.

“Já tive a oportunidade de participar de outras edições do evento e tenho certeza de que esta também será um sucesso”, afirmou Chalita. A palestra do educador, sobre “A escola e a transformação social”, acontecerá das 14h30 às 16h do dia 19.

Para obter mais informações sobre o evento, acesse http://migre.me/97qy7.

Fonte: assessoria de imprensa