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Gabriel Chalita participa de homenagem a Michel Temer

O deputado federal Gabriel Chalita esteve presente, na noite desta quinta-feira (18), à cerimônia de entrega do título de Professor Honoris Causa ao vice-presidente da República, Michel Temer, pelo Centro Universitário FIEO.

A instituição, localizada em Osasco (SP), já havia concedido o título a outros três renomados juristas: Eugenio Raúl Zaffaroni, Ives Gandra da Silva Martins e Ada Pellegrini Grinover.

Fonte: assessoria de imprensa | Foto: Anderson Riedel 

Chalita e Haddad assinam carta de princípios e propostas por São Paulo

No dia 11 de outubro, Gabriel Chalita declarou seu apoio ao candidato à Prefeitura de São Paulo Fernando Haddad. A aliança se deu depois de Haddad comprometer-se a assumir princípios de governabilidade que colocam a capital paulista em primeiro lugar, assim como a incorporar a seu plano de governo propostas de destaque apresentadas por Chalita no primeiro turno das eleições. 

Na ocasião, ambos assinaram uma carta, para selar o compromisso com a cidade e os paulistanos. Confira o documento na íntegra.


CARTA DE PRINCÍPIOS E PROPOSTAS EM DEFESA DE SÃO PAULO

ELABORADA PELA CAMPANHA DE GABRIEL CHALITA (PMDB)

Fernando Haddad, candidato a prefeito de São Paulo, compromete-se com os seguintes princípios:

1. Governar com ética, respeitando os conceitos da dignidade da pessoa humana e da justiça social consagrados no texto constitucional.

2. Governar com eficiência e transparência, valendo-se de ferramentas de governo eletrônico para dar objetividade e correção às relações entre poder público e iniciativa privada.

3. Governar para a cidade toda, dando atenção especial àqueles que mais precisam. 

Propostas apresentadas pela campanha de Gabriel Chalita (PMDB), no primeiro turno da eleição para prefeito da cidade de São Paulo:

1. Priorizar a educação, para que crianças ricas e pobres tenham as mesmas condições de desenvolvimento. Para tanto, valorizar o professor, implantar as escolas de tempo integral, minimizar o problema da falta de vagas em creches e investir na qualidade do ensino.

2. Humanizar a saúde pública, informatizando o sistema, melhorando a rede atual e ampliando o atendimento, com a construção de novos hospitais e de UPAs, além dos centros de referência da saúde da mulher.

3. Administrar para a cidade toda, “zerando os zeros”. Ou seja, não permitir que nenhum distrito fique sem equipamento público de saúde, cultura e lazer.

4. Fazer de São Paulo a capital da cultura, com a implantação da Broadway Paulistana e a construção de equipamentos culturais na periferia.

5. Revitalizar o centro de São Paulo.

6. Criar uma central de monitoramento da cidade, integrando órgãos da Prefeitura, governo estadual e governo federal, para cuidar da segurança pública e da defesa dos cidadãos.

7. Criar o Poupatempo da pessoa jurídica.

8. Investir na modernização do transporte público de São Paulo, especialmente nos Expressos Zona Leste e Zona Sul, buscando cada vez mais o conforto e a economia de recursos dos usuários.

9. Implantar um programa digno de habitação popular, priorizando moradores que vivam em áreas de risco.

Certos de que este gesto contribui para o aperfeiçoamento da democracia, Fernando Haddad e Gabriel Chalita assinam o presente termo.


Fonte: assessoria de imprensa | Foto: Danilo Verpa/Folhapress

PMDB anuncia apoio à candidatura de Haddad no segundo turno

O PMDB anunciou nesta quinta-feira (11) o apoio formal ao candidato à Prefeitura de São Paulo Fernando Haddad (PT) no segundo turno. 

O petista e o candidato derrotado do PMDB, Gabriel Chalita, assinaram um termo de compromisso com propostas da campanha derrotada que devem ser incorporadas pelo programa de Haddad. Com a presença do vice-presidente Michel Temer, os dois disseram que a aliança foi feita com base em propostas.

“Nos reunimos e refletimos muito sobre o que é melhor para São Paulo. E a candidatura de Haddad representa o que há de melhor para São Paulo”, disse Chalita, que ficou em quarto lugar com 13,6% dos votos válidos.

O petista disse que quer “replicar” em São Paulo a aliança feita no plano federal entre a presidente Dilma Rousseff e Temer. 

“Não sei se é inédito, mas é incomum uma união em torno de ideias”, disse Haddad. 

Eles negaram a existência de negociações para dar um ministério ao PMDB em troca do apoio. Disseram ainda que não houve discussão sobre participação do partido em secretarias municipais em uma eventual administração Haddad, mas afirmaram que haverá um governo de “coalização”. 

O vice-presidente disse que ainda não foram resolvidas as negociações sobre alianças em Natal (RN) e Mauá, no ABC paulista. O impasse adiou ontem o anúncio do apoio. Segundo Temer, haverá reuniões nesta tarde para discutir a questão. 

O PT de Natal resiste em apoiar o peemedebista Hermano Moraes no segundo turno. Ele disputa contra o candidato Carlos Eduardo, do PDT. Ambos os partidos –PMDB e PDT– fazem parte da base de apoio do governo Dilma. 

O PT de Natal, derrotado no primeiro turno com Fernando Mineiro (PT), pretende apoiar Carlos Eduardo. Temer indicou que haverá neutralidade do PT na cidade. 

Já em Mauá, os pemedebistas pedem que Dilma e o ex-presidente Lula não se empenhem na campanha. No município, disputam o segundo turno Donisete Braga (PT) e Vanessa Damo (PMDB).

Fonte: Folha de S.Paulo (versão on-line)

Chalita condiciona apoio no segundo turno à incorporação de suas propostas de governo

O candidato a prefeito do PMDB, que teve 13,6% dos votos, afirmou que ‘nenhum apoio é natural’. O candidato a prefeito de São Paulo pelo PMDB, Gabriel Chalita, afirmou na noite de domingo que, antes de anunciar o apoio a um dos candidatos que se enfrentarão no segundo turno, quer discutir com os partidos. Ele condicionou o apoio a uma das campanhas finalistas à incorporação de suas propostas de governo.

“Tenho muita responsabilidade com o meu eleitor, que é um eleitor crítico, que votou em mim para vereador, para deputado federal. Antes de anunciar qualquer apoio, é preciso que a gente se reúna, analise”, afirmou Chalita ontem, por volta das 19h30, em entrevista concedida no escritório do vice-presidente da República, Michel Temer.

“Há algumas coisas muito fortes do nosso programa de governo que a gente gostaria de ver incorporado à campanha. Por isso, neste momento, a gente não vai decidir nada”, disse o candidato peemedebista, que ficou em quarto lugar na disputa para a Prefeitura de São Paulo, com quase 14% dos votos.

Entre os projetos que Chalita gostaria de ver incorporado à campanha do candidato que vier a apoiar, ele citou a escola em tempo integral. “Isso é uma questão de honra porque vai mudar a história de São Paulo”, afirmou.

Chalita também citou a proposta de criação do Expresso Zona Leste e do Expresso Zona Sul, na área do transporte público, a revitalização do centro da cidade, a Central Olho Vivo e o Poupatempo da Pessoa Jurídica.

“São propostas muito concretas, objetivas, e, antes de qualquer apoio, gostaríamos de refletir sobre essas ideias para seja um apoio real. Se esses pontos puderem ser utilizados, sim. Se não, que os dois disputem e a gente acompanha o processo”, afirmou Chalita.

Embora o PMDB seja da base do governo da presidenta Dilma Rousseff, Chalita disse que o apoio ao candidato petista Fernando Haddad, que enfrentará José Serra, do PSDB, no segundo turno, não é algo automático. “Nenhum apoio é natural”, afirmou.

Sobre sua votação, Chalita disse que “todo candidato gosta de ganhar eleição, mas na vida esse conceito de ganhar e perder é relativo. A gente perde quando a gente perde a moral, perde os valores.”

“A grande novidade desta eleição foi o Gabriel Chalita e o PMDB, que depois de 16 anos veio disputar a eleição com alguém que é capaz de pregar programas de grande aceitação para São Paulo”, disse o vice-presidente Michel Temer, ao lado do candidato peemedebista.

“O PMDB de São Paulo sai maior dessa campanha, e a gente com muito entusiasmo para continuar fazendo política. Ocupar espaço na política não é fácil, mas é importante que surjam novas lideranças para dar mais opções ao eleitor”, afirmou Chalita.

Fonte: #Equipe15

A beleza do perdão

Lembro-me de uma das pregações do Monsenhor Jonas Abib em que ele usava uma metáfora cotidiana para falar sobre o perdão. Dizia das obras e das placas de sinalização que comunicavam: “Desculpe o transtorno, estamos em construção”. Como artesão da palavra, inspirado por Deus, nosso fundador foi descendo às minúcias do que é o transtorno e do que é a construção.

Causamos transtornos na vida de muitas pessoas, porque somos pecadores, porque somos imperfeitos. Nas esquinas da vida, pronunciamos palavras inadequadas, falamos sem necessidade, incomodamos. Nas relações mais próximas, agredimos sem intenção ou intencionalmente. Mas agredimos. Não respeitamos o tempo do outro, a história do outro. Parece que o mundo gira em torno dos nossos desejos e o outro é apenas um detalhe. E, assim, vamos causando transtornos.

Esses transtornos tantos mostram que não estamos prontos, mas em construção. Tijolo a tijolo, o templo da nossa história vai ganhando forma. Em alguns momentos, não somos capazes de compreender o tamanho da dor. Em outros, a edificação parece mais leve, o amor alivia o árduo trabalho. E assim é a nossa vida.

O outro, o meu irmão, também está em construção e também causa transtornos. E, às vezes, um tijolo cai e me machuca. Outras vezes, é a cal ou o cimento que suja o meu rosto. E quando não é um, é outro. E o tempo todo tenho de me limpar e tenho de cuidar das feridas. Assim como os outros que convivem comigo também têm de fazer. Os erros dos outros, os meus erros. Os meus erros, os erros dos outros.

Essa é uma conclusão essencial: todas as pessoas erram. A partir dessa conclusão, chegamos a uma necessidade humana e cristã: o perdão.

Perdoar é cuidar das feridas e das sujeiras. É compreender que os transtornos são muitas vezes involuntários. Que os erros dos outros são semelhantes aos meus erros, e que como caminhantes de uma jornada é preciso olhar adiante. Se nos preocuparmos com o que passou, com a poeira, com o tijolo caído, o horizonte deixará de ser contemplado. E será um desperdício.

O convite que eu faço é que você experimente a beleza do perdão. É um banho na alma. Deixa leve. Uma boa confissão ajuda a reconhecer as nossas falhas e, mais do que isso, nos impulsiona a buscar a santidade.

Obrigado, Monsenhor Jonas Abib, por nos ensinar a pedir perdão.

Meu irmão, se eu errei, se eu o magoei, se eu o julguei mal, desculpe-me todos esses transtornos… estou em construção!

 

Fonte: Revista Canção Nova (por Gabriel Chalita)

Gabriel Chalita participa do lançamento de dois livros em São Paulo

O deputado federal Gabriel Chalita, candidato a prefeito de São Paulo, participou, na noite de quinta-feira (28/6), do lançamento do livro “Era uma vez… mil vezes – o Brasil de todos os vícios”, do jornalista Gaudêncio Torquato. O evento ocorreu na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo.

Em seguida, Chalita compareceu ao lançamento da obra “Direito constitucional contemporâneo”, um compêndio de mais de cem artigos, escritos por diversos autores, sobre a carreira jurídica do vice-presidente da República, Michel Temer. O lançamento aconteceu na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), localizada na Avenida Paulista.

Fonte: assessoria de imprensa

”São Paulo em primeiro lugar: essa é a nossa decisão”, afirma Chalita

 

Íntegra do discurso de Gabriel Chalita, candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo, durante convenção do partido realizada na Praça da Sé, em 24 de junho.

São Paulo em primeiro lugar: essa é a nossa oração.

São Paulo em primeiro lugar: essa é a nossa comoção.

São Paulo em primeiro lugar: essa é a nossa decisão!

Decidimos fazer a nossa convenção na praça. Porque “a praça é do povo como o céu é do condor”, proclamava o poeta romântico Castro Alves.

Decidimos fazer a nossa convenção na Praça da Sé.

Há 458 anos, numa colina entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí, a poucos metros daqui, foi erguida uma cabana de pau-a-pique. Nela, os jesuítas instalaram um seminário e uma escola. Antes de ser cidade, São Paulo foi escola.

Aqui, na Praça da Sé, em 1932, os paulistas mostraram sua valentia na revolução constitucionalista. Aqui, na Praça da Sé, em 1975, um culto ecumênico, pela morte do jornalista Vladmir Herzog, marcou o começo do fim da ditadura.

Aqui, na Praça da Sé, em 25 de janeiro de 1984, o povo, indignado e cheio de sonhos, exigiu “Diretas Já”.

“O poder é do povo”, bradaram peemedebistas históricos. Ulysses Guimarães nos ensinou a coragem. Tancredo Neves, a persistência. Teotônio Vilela, os brasis tantos e tão desiguais. Mário Covas, a dignidade. Franco Montoro, o humanismo.

Nesta praça, nas “Diretas Já”, o meu professor Montoro falou:

“Me perguntaram se aqui estão 300 ou 400 mil pessoas. Mas a resposta é outra: aqui estão presentes as esperanças de 130 milhões de brasileiros”.

Aqui estamos nós, lembrando nosso passado, construindo nosso futuro. O passado deste país e desta cidade com políticos dignos, decentes, comprometidos com o servir, com o fazer, ou melhor, com o fazer bem-feito.

José Pires do Rio, prefeito de 1926 a 1930, criou o Mercado Central e o parque do Ibirapuera.

Visionário, encomendou um plano para novas avenidas ao professor e engenheiro Prestes Maia, na época, um funcionário público municipal.

O prefeito Pires do Rio começou a retificação do Tietê e propôs a construção de barragens, antes de o rio dos bandeirantes chegar à cidade, e a abertura de piscinões a céu aberto, nas várzeas ainda desocupadas.

Luís de Anhaia Mello. Professor, urbanista. Um homem comprometido com a ética e a estética. Em seu conceito, o fim, o verdadeiro fim, a razão de ser da cidade tem de ser o bem-estar da população.

Fábio Prado governou de 1934 a 1938. Além de levar adiante os planos de Prestes Maia, rasgando avenidas como a Nove de Julho e a Rebouças, cuidou da Cultura. Foi seu Secretário da Cultura, o escritor Mário de Andrade… “São Paulo! comoção da minha vida!”

Mário, Tarsila, Anita, Oswald. Gênios que, em 22, na Semana de Arte Moderna, fizeram o mundo prestar atenção em São Paulo.

Prestes Maia, o prefeito do planejamento e da ação. O prefeito que transformou a cidade em um canteiro de obras. Terminou o Viaduto do Chá, a Avenida 9 de Julho e ergueu o Estádio do Pacaembu. Prolongou a Avenida São João e duplicou a Ipiranga e a São Luís. As mesmas que inspiraram a canção de Caetano… “alguma coisa acontece no meu coração”. Fez mais, abriu as avenidas Duque de Caxias, Liberdade, Vieira de Carvalho, Senador Queirós. Construiu os viadutos Jacareí, Dona Paulina, 9 de Julho e a Ponte das Bandeiras.

Faria Lima, prefeito que fez o primeiro plano diretor e que começou a construir o Metrô. Abriu as marginais Pinheiros e Tietê, a Avenida Sumaré, a Radial Leste, a 23 de maio e a Rubem Berta. Tudo isso em 4 anos.

Aliás, em menos de 3 anos, o professor e engenheiro José Carlos de Figueiredo Ferraz deu à cidade a Lei do Zoneamento, o Código de Obras, a Lei de Áreas Verdes, o Código Tributário, a Lei do Silêncio, um novo plano diretor, a Emurb e a Prodam. Além de acelerar as obras da Linha Norte e Sul do metrô.

Por que esses prefeitos fizeram tanto em tão pouco tempo?

Porque eles tinham algo em comum: o amor por São Paulo. No olhar desses homens, só havia um projeto: “a cidade de São Paulo”.

A história tem muito a nos ensinar. E a primeira lição é esta: uma cidade da dimensão de São Paulo não precisa de um zelador ou de um gerente. Precisa de um estadista que tenha coragem e ousadia de enfrentar os reais problemas de São Paulo.

A São Paulo de ontem era uma jovem metrópole do café que se enfeitava, modernizando-se, para receber a industrialização. Hoje, ela é uma madura metrópole global. Desempenha papéis mundiais e precisa construir seu projeto para cumprir com essa função sem o aprofundamento das desigualdades sócio-espaciais.

Esta precisa ser a nossa missão: construir o novo projeto de São Paulo como cidade global. Governá-la com eficiência e probidade para que o patrimônio legado por esses prefeitos e pelo povo que construiu São Paulo, até aqui, não seja mais deteriorado. E que, além disso, com os pés no chão, tenha os olhos para o alto e carregue no coração um punhado de sonhos:

O sonho de uma cidade capaz de acolher seu povo e oferecer, a todos, serviços públicos à altura de sua riqueza.

O sonho de ver trabalhando juntos, por São Paulo, o governo federal, o governo do Estado e a Prefeitura. Fazer novas linhas de Metrô. Despoluir os nossos rios, nossos rios abandonados. Dar mais segurança. Construir moradias dignas a nossa gente. Basta de brigas entre partidos. Basta de estranhamentos. Urge pensar grande e fazer maior ainda.

O sonho de ver nossas crianças nas salas de aula em tempo integral, longe das drogas, preparando-se para a vida e para o mercado de trabalho. Com professores respeitados e valorizados. Não nos esqueçamos de que a educação é o caminho mais eficiente para dar aos ricos e aos pobres as mesmas condições de desenvolvimento.

O sonho de uma cidade com um sistema público de saúde que funcione 24 horas todos os dias, em todos os bairros, com atendimento humanizado.

O sonho com uma Prefeitura que não demore anos para aprovar projetos de construção. E onde alvarás e autorizações sejam concedidos a partir de regras objetivas, de modo transparente, sem favoritismo, sem propina, sem corrupção!

O sonho com uma cidade que valorize a criatividade de seu povo, a inovação, tão ou mais importante que a força das corporações que aqui vem fazer negócios e incrementar a economia.

O sonho com uma metrópole moderna que coloque a inteligência a serviço de seus cidadãos. A tecnologia, a economia verde, a gestão eficiente.

O sonho de valorizar o servidor público, que dedica sua vida ao bem do cidadão.

Estamos começando uma jornada. Não temos máquinas a nosso favor – e, se tivéssemos, não as usaríamos, porque isso é indecente, incorreto e criminoso. Aliás, máquinas públicas deveriam ser usadas para cuidar das pessoas e não para fins eleitoreiros. Não temos acordos espúrios.

Nossa aliança nasce das nossas convicções de que é possível, com humildade, vencer!

E vamos vencer! O povo vai vencer!

Agradeço a confiança, presidente Michel Temer. A sólida confiança de uma longa amizade. Desde os meus 19 anos, quando o ouvi professando sua crença na dignidade da pessoa humana e nas conquistas da constituição cidadã. Sua trajetória política é exemplo de competência e perseverança.

Agradeço a confiança, amigos do PSC – Partido Social Cristão, o primeiro que se uniu a nós nesta jornada. Acreditamos na família, acreditamos no respeito.

Agradeço ao PTC – Partido Trabalhista Cristão – e ao PSL – Partido Social Liberal. Juntos, somos muitos.

Agradeço às candidatas e aos candidatos a vereador. Desde as nossas primeiras conversas, decidimos que faríamos uma campanha limpa, baseada na verdade.

Hoje, a política corre o risco de desencantar a população, o que é uma lástima. As desonestidades, os conchavos, a mentira, o falso juramento, a demagogia. Como é triste ver a gestão pública encharcada de escândalos e de interesses estranhos! O prefeito deve ser um servidor e não alguém que se serve do cargo para atingir objetivos menores. Repito: nossa campanha, toda nossa campanha será baseada na verdade.

A praça é do povo, a Prefeitura é do povo, a política é do povo.

Sejamos verdadeiros!

A cidade mais rica da América Latina não pode mais tratar os seus filhos como “invisíveis”.

São 3 milhões de irmãos nossos, morando em favelas e em áreas irregulares. São milhares de crianças sem creches. São cidadãos enfrentando o trânsito e o transporte público de pouca qualidade.

São habitantes da rica cidade, sofrendo por uma saúde pública ineficiente e desumana.

Sem falar dos que padecem nas ruas e dos que são enxotados por um conceito higienista, preconceituoso.

É a cidade mais rica da América Latina, carente de líderes que tomem decisões, ao mesmo tempo, seguras e ousadas. Líderes que planejem e façam. Líderes que estejam presentes.

Os problemas são muitos, mas o problema não são os problemas. É a falta de ação diante deles.

São Paulo não precisa ser uma cidade suja, violenta e injusta. Estamos perdendo tempo com esses governos desgovernados.

Precisamos trabalhar pelas pessoas, com as pessoas.

Precisamos unir a nossa São Paulo.

A São Paulo da dona Maria, da Pedreira. Do seu Geraldo, motorista de táxi. Da Juliana, estudante. Do Pedro, funcionário público. Do Fábio, empresário. Do José, pedreiro. Do Júlio, gari. Da Tânia, arquiteta. Da Márcia, vendedora. Da Denise, médica. Do Jair, policial.

Da Cleusa que cuida de milhares de jovens, da Lourdinha que cuida de crianças, da Cida que trabalha em movimentos em prol da moradia. Da Anita que, há 9 meses, espera para fazer um exame médico. Do João, viciado em crack, sem lugar para fazer um tratamento e ter uma segunda chance.

A São Paulo do Rogério, professor, e da Mariana, enfermeira. Do Juninho que não tem onde brincar, e do Paulo e do Alberto que trabalham com moda. A cidade do Pedro, que tem livrarias, e do Ronaldo, louco por esporte. A São Paulo do Paulo e da Nicete, apaixonados por teatro.

A São Paulo da Lygia, escritora, e do Paulo, motorista. Do Joaquim que tem padaria, da Antônia que tem salão de beleza, e da Carmen que canta na noite. A São Paulo do Renato, defensor do meio ambiente, e da Janete que cuida de animais abandonados.

A São Paulo da dona Ivete, do Campo Limpo, na sabedoria dos seus noventa anos. Da Didi, do conjunto José Bonifácio, que veio do nordeste e que sabe que esta cidade pode ser melhor.

A São Paulo do Criolo que compôs: “Não existe amor em São Paulo”. Existe, sim, poeta. Está escondido, mas existe.

A São Paulo do Adoniran que morava no Jaçanã.

A São Paulo do Bexiga e da Brasilândia. A São Paulo do Grajaú e de Pirituba. A São Paulo da Consolação e de São Miguel. A São Paulo da Penha e de Heliópolis. A São Paulo do centro. Deste centro belo e mal cuidado. Deste centro que nós vamos revitalizar. A São Paulo das mulheres e dos homens guerreiros que não esmorecem, que não fogem à luta. Há um milhão de pessoas que trabalham à noite em nossa cidade.

A São Paulo dos imigrantes e dos migrantes. Das mãos calejadas pelo trabalho e unidas pela fé.

A São Paulo das ONGs, exemplos de eficiência e de respeito pelas pessoas. GRAAC, AACD, APAE, Dom Bosco de Itaquera, Casa do Zezinho de Capão Redondo e tantas outras.

A São Paulo das grandes organizações, empresas. Nosso PIB é de mais de 400 bilhões. Estamos entre as 20 cidades mais ricas do mundo. Rica e mal cuidada.

Quero ser o prefeito da esperança. O prefeito da decência. O prefeito da coragem. O prefeito das ruas. Vamos fazer uma Prefeitura itinerante. Vamos fazer funcionar as subprefeituras.

Entusiasmo não nos falta. Nem companheiros. Vocês, amigas e amigos, são a nossa fortaleza.

A praça é do povo. A cidade é do povo. A esperança é do povo.

O Cardeal Emérito de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, ao final do culto ecumênico, nesta praça, no alvorecer da democracia, orou:

“É hora de se unirem os que ainda querem olhar para os olhos do irmão e ainda querem ser dignos da luz que desvenda a falsidade. A esperança reside na solidariedade. Aquela sociedade que é capaz de sacrificar os egoísmos individuais no altar da pátria, no altar de um Estado, no altar de uma cidade”.

Sacrifiquemos os egoísmos e não as pessoas. Nas reuniões que fizemos, bairro a bairro, na preparação de nosso programa de governo, ouvi muito esta palavra: sacrifício. Mães que perderam seus filhos para a violência. Famílias que perderam seus tetos para as enchentes. Pacientes com dor, percorrendo o calvário da espera, com pouca esperança de atendimento. Não precisava ser assim. Não precisa ser assim.

O que há de melhor, na política, são as pessoas. É por você, que tem uma face, que tem um nome, que tem uma dor ou um sonho, que estamos aqui. É para melhorar o lugar, espaço do agir solidário, em que você mora, que estamos aqui. É o seu cotidiano que nos interessa. O resto não deveria fazer parte da política. Há um cumprimento africano que se traduz dizendo: “eu vejo você”.

Essa jornada não será fácil. E é por isso que estamos aqui. Com vocês.

Vamos combater o bom combate, como ensinou São Paulo, sem esmorecer. Vamos militar a favor da boa política, juntos, decididos.

Nossa grande aliança é com a população desta cidade.

Não é hora de promessas vãs. Os paulistanos cansaram de enganações. Estão fartos de metas e compromissos que duram poucos meses ou que nunca saem do papel. Por isso, o compromisso público que assumo, aqui e agora, perante todos vocês – é lutar por esta cidade, é lutar por nossa gente. Todos os dias, 365 dias por ano, de primeiro de janeiro de 2013 a primeiro de janeiro de 2017.

Quero terminar, começando. Comecemos.

São Paulo em primeiro lugar é você em primeiro lugar. Você é a razão de estarmos aqui. De lutarmos, de vencermos.

Que Deus nos abençoe.

Fonte: assessoria de imprensa

 

Gabriel Chalita comparece ao SPFW

Na última quinta-feira, 14 de junho, Gabriel Chalita esteve presente ao São Paulo Fashion Week (SPFW), o maior evento de moda da América Latina. Além de conferir algumas das atrações, ele foi entrevistado por Paulo Borges, idealizador e diretor artístico da semana de moda.

Chalita destacou a importância do SPFW para a cidade, já que o evento, cultural e economicamente, contribui para o desenvolvimento de São Paulo. O deputado também ressaltou o fato de que a indústria de moda gera emprego e renda e tratou de outros temas, como educação.

Saiba mais no site http://migre.me/9vkT3.

Fonte: assessoria de imprensa

Chalita participa do programa ”Tribuna Independente”

O professor, escritor e deputado federal Gabriel Chalita foi o convidado do programa de TV “Tribuna Independente” do dia 12 de junho. A atração é transmitida de segunda a sexta-feira, às 22h15, pela Rede Vida.

Chalita, que também é presidente do diretório paulistano do PMDB, tratou de temas como educação, política e a cidade de São Paulo.

Fonte: assessoria de imprensa

A aula depois da guerra

Moçambique completa duas décadas de paz neste ano. Após dez anos de Guerra de Independência contra Portugal e mais 16 de guerra civil, o país africano, um dos 20 mais pobres do mundo, com o quarto pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH),encontra-se em fase de reconstrução.

Durante os últimos anos, seu sistema educacional passou por uma grande expansão: hoje, mais de 90% das crianças estão matriculadas no ensino primário (equivalente ao ensino fundamental brasileiro), segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), e cerca de 12 milhões de crianças estudam em salas apropriadas. Apesar das conquistas, a incapacidade de abrigar de forma eficaz o grande número de estudantes, a insuficiência de professores, a falta de formação de boa parte deles e a ausência de uma política de educação infantil indicam que o cenário ainda é desafiador.

O sistema educacional moçambicano foi altamente afetado pelo contexto político ao longo da história do país. Até a independência em 1975, o ensino formal estava restrito aos portugueses residentes no país, que dispunham de colégios públicos nas grandes cidades, e às escolas de missões católicas e protestantes, poucas para atender a toda a população. Com a Revolução dos Cravos, que pôs fim à ditadura do Estado Novo português, Moçambique deixou de ser uma província ultramarina de Portugal, e o governo foi entregue à Frente de Libertação de Moçambique, a Frelimo. O grupo, de caráter marxista, lutara pela libertação por uma década e, então, tinha o desafio de estabelecer um sistema de Educação Básica para uma população composta em 93% por analfabetos.

Não tardou para que, assim terminada uma guerra, começasse outra. Esta desestabilizaria o país de uma vez por todas, prejudicando especificamente a educação. Um grupo de dissidentes da Frelimo, inconformados com um governo socialista, de partido único, e sustentados pelo regime do apartheid da África do Sul e por outros países vizinhos, formou a Resistência Nacional Moçambicana, a Renamo, que travou uma dura guerra civil com o outro partido, encerrada em 1992. “Durante a guerra, quando os integrantes da Renamo invadiam os vilarejos, atacavam primeiro as escolas e assassinavam os professores”, conta Teresa Miguel, pedagoga que integra o núcleo de Educação Pré-Primária do Ministério de Educação. Ela afirma que houve um esforço enorme do Ministério para promover as bases de uma educação primária, mas que as circunstâncias não eram em nada favoráveis. “A guerra destrói famílias; é difícil pensar em educação, quando se está a fugir de armas.” Hoje, Frelimo e Renamo são dois partidos políticos que disputam pacificamente o poder.

Nesse contexto, a instituição de um sistema educacional aconteceu a passos lentos. A criação do Sistema Nacional de Educação só ocorreu em 1983. A caminhada pelo acesso à educação gratuita também começou no início da década de 1980. Em Moçambique, a oferta do ensino primário é garantida pelo governo. Hoje, estudam 6,5 milhões de alunos no ensino primário em 12 mil escolas. Entretanto, há 8,5 milhões de estudantes matriculados — o país carece de escolas. E boa parte das que existem encontram-se lotadas. Aulas debaixo das árvores são comuns. Das sete instituições de ensino visitadas na província de Maputo, onde ficam as cidades de Matola, Manhiça e Maputo, duas tinham turmas acompanhando aulas debaixo de árvores. Segundo a Agência de Informação de Moçambique, 700 mil alunos estudam ao ar livre.

Uma das escolas (ainda sem nome registrado), localizada na zona rural de Manhiça, tem somente duas turmas estudando dentro de salas de aula. Estas salas são feitas de caniço e estão em condições precárias. Só uma delas tem teto. O diretor Fernando João explica que esta é usada pelos alunos da 5ª série: “Eles precisam de mais concentração, por causa dos exames finais. Todos os outros são prejudicados”. As outras dez turmas estudam debaixo de árvores. A diretora da Escola Primária 5 de Fevereiro, Sonia Tamele, comenta que tem 120 alunos, neste ano, estudando à relva. “O problema é que, se chove, não tem aula. Debaixo da árvore, há o sol, o vento e, no inverno, o frio.” Não fosse a implantação, no ano passado, de um terceiro turno, o noturno, esse número seria ainda maior.

Essa foi, aliás, uma solução encontrada por algumas escolas para atender a todos os alunos que procuram se matricular. É o caso da Escola Primária 19 de Outubro, que passou a ter turmas à noite. Até 2011, tinha também classes debaixo da árvore, agora recebidas em salas de aula. À noite, estudam somente os alunos mais velhos, por causa da violência urbana. Em todo caso, medidas paliativas parecem não resolver esse problema. Em 2005, o Ministério da Educação desenvolveu o Projecto de Construção Acelerada de Infraestruturas Escolares. Era um programa ambicioso: previa construir seis mil salas de aula por ano, meta que não foi alcançada. Desde 2005 foram construídas apenas quatro mil salas de aula para os alunos de ensino primário. O entrave é a falta de verba, segundo o próprio Ministério.

Os recursos dos quais o país dispõe também não são suficientes para que haja uma quantidade ideal de professores. Até 2010, contratavam-se 10 mil professores para o ensino primário anualmente, quando o necessário seria entre 15 mil e 20 mil. Neste ano, serão contratados somente 8.500. O vice-ministro da Educação, Augusto Jone Luis, conta que o primeiro passo dado pelo governo da Frelimo na década de 1970 foi a criação de centros de formação de professores. Segundo ele, em 1975, dois terços dos professores tinham concluído até a 4ª série. Hoje, formam-se 12 mil anualmente nos centros de formação técnica fomentados pelo Estado, mas nem todos são contratados. “Isso por causa da baixa capacidade financeira do país”, explica.

O curioso é que o nível de formação exigido para quem deseja lecionar é outro: basta ter concluído a 7ª série. Dos seis professores que lecionam na Escola Comunitária de Magude, somente um, o professor Horácio Mutembe, é graduado em pedagogia, o que é raro no país. Geralmente, os poucos cursos de pedagogia são frequentados por quem deseja trabalhar no governo. Uma situação recorrente é encontrada na Escola Secundária do Infulene, em Matola, onde  o professor Luiz Carlos Paz, apesar de ser estudante de engenharia, leciona artes para todas as séries secundárias. Muitos de seus colegas têm esse perfil.

Para piorar o quadro, os professores precisam lidar com as mais diferentes situações dentro da sala de aula. “Crianças vêm à escola às vezes sem comer e desmaiam”, diz a diretora e professora Percina Tembe, da Escola Primária 19 de Outubro. Além da fome, não é incomum deparar-se com estudantes deitados no chão, com febre, desfalecidos pela malária. Outro grande desafio é reduzir a desistência.  Os professores contam que muitos alunos, quando passam dos dez anos, são levados pelos pais para trabalhar nas lavouras, e que outros são desmotivados quando não conseguem passar nas provas finais por não saberem ler. As provas finais da 5ª série exigem um conhecimento de escrita que muitos não chegam a desenvolver, mesmo estudando por cinco anos. De acordo com o Unicef, quase metade das crianças em idade escolar no ensino primário abandonam a escola sem nem mesmo concluir a 5ª série.

Um dos planos do Ministério da Educação para enfrentar o problema da desistência e para aprimorar a qualidade do ensino é concentrar os esforços na educação infantil. Não existe uma política para a etapa — não há sequer creches públicas. As escolinhas (como são conhecidas as creches no país) em atividade são privadas. O chamado ensino pré-primário é gerenciado pelo Ministério de Ação Social e da Mulher, porém o vice-ministro da Educação garante que, neste ano, seu Ministério voltará a assumir as rédeas. “Percebemos que os alunos que chegam ao ensino primário vindos de escolinhas têm um desempenho muito melhor que os demais e dificilmente desistiam.” Em Moçambique, muitas crianças vão ao ensino primário logo que completam seis anos. Ele afirma que as escolinhas são um primeiro ambiente de socialização, capazes de habituar as crianças a um espaço de convivência e aprendizado.

Mas elas sofrem dos mesmos problemas que as escolas regulares: a infraestrutura é parca, há poucas e apertadas salas de aula e um número reduzido de professores. As complicações estruturais e os problemas de pobreza e saúde pública persistem como ecos das guerras que assolaram o sistema educacional do país durante 26 anos. Mas, a despeito delas, a educação sobrevive — nem que seja com uma sala de aula improvisada, ao ar livre, debaixo de uma árvore.

Fonte: revista Educação (por Estevan Muniz)