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Um Brasil de oportunidades

O empreendedorismo está em alta no Brasil, especialmente entre os jovens. É o que aponta o estudo divulgado, este ano, pelo Sebrae e pelo Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP).

Numa reversão do que se via em um passado recente, apenas 24,7% da população economicamente ativa deseja construir carreira como empregada de uma empresa. Ser dono do próprio negócio virou o principal sonho de 43,5% dos brasileiros com idade entre 18 e 64 anos. 

A mudança não decorre da falta de vagas no mercado de trabalho. Pelo contrário, já que o país vive o que se convencionou chamar de “pleno emprego”. Uma média de 7 em cada 10 empreendedores decide trabalhar por conta própria ao perceber uma oportunidade – e não por necessidade. E a maior parte dos empreendimentos com menos de três anos e meio de vida está nas mãos de pessoas com até 34 anos.

Mas, para que o Brasil seja o real país das oportunidades, é preciso investir ainda mais pesadamente em educação. Segundo o diretor-presidente do IBQP, Sandro Vieira, quanto maior a escolaridade do empreendedor, maior a tendência de o empreendimento trazer inovação e, portanto, maior valor agregado. No mundo de infinitas potencialidades da internet, por exemplo, inovação e criatividade são palavras-chave.

Em todos os campos do conhecimento, a criatividade do jovem é indispensável para que o novo aconteça. Assim, empresas que não dão espaço a esses inovadores em potencial erram duas vezes. Primeiramente, porque demonstram falta de generosidade e não estão abertas para ensinar novos navegadores a conduzir a nau. Em segundo lugar, porque correm o risco de envelhecer, embotadas em padrões escassos de ousadia, de paixão e do olhar entusiástico dos marinheiros de primeira viagem.

Criatividade não falta aos nossos jovens. Com educação de qualidade e um ambiente descomplicado e livre de burocracia, é possível transformar novos talentos em empreendedores de sucesso.

Por Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo)

Encontro sobre educação inclusiva tem presença de Gabriel Chalita

O deputado federal Gabriel Chalita participou na manhã desta quinta-feira (21), em São Paulo, da cerimônia de abertura do Encontro Diálogos em Ação: Educação Inclusiva, promovido pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida.

Estiveram presentes ao evento o prefeito Fernando Haddad, a titular da pasta, Marianne Pinotti, e o secretário municipal da Educação, César Callegari, entre outros. Durante dois dias, autoridades, educadores, especialistas e representantes da sociedade debaterão o tema e trocarão experiências.

Em seu discurso, Chalita destacou que a pessoa com deficiência precisa de respeito, de autonomia, de emancipação, para construir a própria trajetória. O deputado também elogiou a sensibilidade da secretária Marianne Pinotti e a seriedade do prefeito ao tratar dessa questão. “É esse trabalho conjunto, bonito, humanista, em prol das pessoas que mais precisam, que vai fazer com que São Paulo não seja apenas uma das cidades mais ricas do mundo, mas também uma das mais justas.”

Fonte: assessoria de imprensa

O poder, a coragem e a humildade

Há uma tentativa de buscar explicações para a atitude do Papa Bento XVI, única, nos nossos tempos. Por que um Papa renunciaria? Por que alguém que tem o poder vitalício abriria mão desse poder? Por que se o poder é tão sedutor, tão envolvente?

E aí surgem analistas dizendo das disputas internas do Vaticano, outros falando que o Papa usa marca-passo ou que descobriu uma nova doença ou dos problemas do banco do Vaticano ou outro “achismo” qualquer.

O fato é que a busca pelo poder é tão desesperada que a coragem de ser humilde parece não convencer. É o imponderável. Sair dos holofotes para viver da oração, da reflexão, dos estudos. E fazer isso com sinceridade. Reconhecer que a idade avançada e os problemas de saúde são obstáculos para o vigor que o cargo exige. Apenas isso. O Papa Bento XVI entrará para a história por várias razões. E uma delas é esse ato de coragem, de desprendimento, de humildade.

Sua primeira Encíclica foi sobre o Amor. O amor é inspirador. É a maior virtude, porque do amor surgem as demais. É o amor pela sua Igreja, pelo seu rebanho, pela humanidade sedenta de uma ação intensa em favor da própria humanidade que moveu o Santo Padre. 

E é isso. O resto é especulação. É a incompreensão diante da compreensão de que há algo mais nobre e belo do que o poder. É a sabedoria que, aliás, faz com que o poder seja um serviço e não um objetivo em si mesmo.

Que essa atitude inspire outros governantes. O apego ao poder faz mal a quem governa e a quem é governado. Seja na Igreja, na política ou nas organizações e empresas. A humildade é o antídoto contra o que corrói o homem, a humanidade. Parabéns, Papa Bento XVI. 

Por Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo)