Fonte: assessoria de imprensa

Carlos Drummond de Andrade já dizia: “Lutar com palavras é a luta mais vã”. Hoje, data em que o escritor completaria 109 anos, travamos – embora reconheçamos a força do oponente – uma nova batalha com as letras, a fim de homenagear o poeta.

Dono de apenas duas mãos, mas do sentimento do mundo, o mineiro de Itabira faleceu em 1987. Deixou um legado que, por si, já bastaria para que sentíssemos orgulho de ser brasileiros. Uma obra de gêneros e de temática diversos, das questões mais íntimas do indivíduo às de reflexão social.

Rememorar o poeta, hoje e sempre, é ato que valoriza nossa cultura e, consequentemente, a identidade nacional. Neste “Dia D” (denominação cunhada pelo Instituto Moreira Salles, para que, a partir de 2011, Drummond seja homenageado anualmente), o autor representa não apenas os grandes nomes da literatura do nosso país, mas também a capacidade de uma nação que busca a poesia nas esquinas do cotidiano. “Se procurar bem você acaba encontrando/Não a explicação (duvidosa) da vida/Mas a poesia (inexplicável) da vida.”

Nessa trajetória habitual, assemelhamo-nos todos, por mais diferentes que sejamos. “Minha vida, nossas vidas/Formam um só diamante.” Daí, a importância de um resgate como o promovido neste 31 de outubro; Drummond, um dos símbolos da nossa realidade, lembra-nos de que temos muito a valorizar na cultura brasileira – seja a das expressões artísticas, seja a da arte diária de viver.

Fica, assim, este texto em consideração à efeméride cá descrita – e, como extensão, a todos os talentos de nosso país. Uma singela manifestação do apreço por um literato gauche, de ombros que suportaram, como tantas vezes suportam os nossos, o peso do mundo (ainda que este corresponda à mão de uma criança). Honrados pelo prazer de devorá-lo a cada leitura, reproduzimos versos drummonianos que podem ser facilmente relacionados a toda a herança criativa transmitida pelo autor: “As coisas findas/muito mais que lindas/essas ficarão”.

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