Refletir o erro para poder fazer escolhas corretas. É assim que Gabriel Chalita vê e transmite o que pensa a respeito da importância da educação nas relações entre as pessoas. O educador está à frente de plateias que, juntas, beiram a mil ouvintes. São os alunos e professores dos cursos de Direito, Pedagogia, Psicologia, Administração e Enfermagem das unidades Alphaville e Cidade Universitária da Unip.
O tema das palestras, realizadas dia 24 à noite e na manhã da quinta, 25, é o mesmo: Chalita aborda a educação “como base para a formação da pessoa toda e todas as pessoas”. Ele inaugura sua fala com uma autocrítica: “Nós, educadores, devemos ser educados. Precisamos olhar nossa atividade como forma de sensibilizar e humanizar a pessoa no seu processo de construção. Precisamos cuidar da pessoa toda e não apenas de uma parte dela”.
Mais adiante, reforça o conceito quando afirma que o primeiro passo para melhorar as relações é ter consciência da própria imperfeição. Explica melhor: “A partir do momento que refletimos o conceito de que somos imperfeitos, refletimos também sobre o que podemos melhorar profissionalmente para que a minha profissão dê dignidade ao outro. Refletir o erro para poder fazer escolhas corretas”.
Como ex-secretário de Educação do Estado de São Paulo, Gabriel Chalita tem receita pontual para promover o processo de aprendizagem: valorizar as individualidades e o exercício de se doar sempre. Educar a pessoa toda – observa o vereador paulistano – também é tocar no ponto certo. É acreditar no aluno.
“Não existem dois alunos iguais, não existem duas salas iguais, não existem dois professores iguais. Então, nós temos que ter a compreensão de que as pessoas têm tempos diferentes no seu processo de aprendizagem”, afirmou Chalita.
Outro aspecto muito importante, na sua concepção: falar sobre os novos caminhos da educação é também perceber o que o ser humano pode fazer nas relações com as outras pessoas e como a educação pode ajudar nesse significado.
“É demonstrar a compaixão pelo próximo, respeitar a dignidade do outro. A afetividade está diretamente ligada a esse olhar para a dignidade humana e ao ato de enxergar o outro”, concluiu, para, em seguida, oferecer rápido recital de poemas e debater com o público.
