Depois que um estudante de 15 anos foi assassinado em Porto Alegre, ao reagir às humilhações de que era alvo por causa de sua estatura física, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou lei de combate ao bullying naquele estado.
O pioneiro na proposição de uma lei antibullying no país foi Gabriel Chalita, na condição de vereador da cidade de São Paulo. A lei foi implantada em junho de 2009, inicialmente na rede pública municipal da capital paulista. A ideia se espraiou rapidamente por cidades do interior do Estado de São Paulo e de outros estados.
Autor de vários livros que pregam a pedagogia do afeto e da amizade no relacionamento de crianças e jovens no ambiente escolar, Chalita mostra especial preocupação com determinadas brincadeiras consideradas inocentes mas que podem se transformar em suplício para muitos deles. Atrás dessas brincadeiras pode estar escondida a manipulação, a tentativa de humilhação e o preconceito.
Um estudo elaborado pela Fundação Instituto de Administração (FIA) da USP, ouvindo 5.168 pessoas, entre alunos, professores e equipes técnicas de 25 escolas do ensino fundamental das cinco regiões administrativas do país, revela que 28% dos entrevistados foram vítimas de maus-tratos no ambiente escolar pelo menos uma vez.
