Quinta-feira em Nova Venécia

Gabriel Chalita volta ao Espírito Santo, para uma palestra a um grupo de 750 educadores. Desta vez a cidade escolhida foi Nova Venécia. A palestra vai versar sob o tema Amor, ética e outros valores na família e na escola. Na palestra, Gabriel Chalita aborda a relação mestre-discípulo desde a Grécia Antiga. Dá ênfase à necessidade de o educador dedicar respeito à história de cada educando, pontuando que é fundamental a cumplicidade entre querer ensinar e se permitir aprender.

Esta boa-vontade estimula a troca continuada de experiências, de sonhos, de ideais, e por que não dizer, o amor. É o amor que é capaz de quebrar paradigmas, barreiras, ranços. É o amor que nos envolve, que nos move. Gabriel Chalita tem defendido em seus livros e em suas palestras que ser professor é ser formador. Ele professa a crença na pessoa humana, auxiliando no seu desenvolvimento integral: cognitivo, social e emocional. Ser professor é ser instigador. O professor, como dizia Sócrates, ajuda o conhecimento a nascer. Sócrates falava de sua mãe, que era parteira mas que não fazia a criança. A criança estava pronta – só era preciso ajudá-la a vir ao mundo. Assim é o mestre: respeita o universo do seu aluno e quer ajudá-lo a caminhar com pés próprios, a ter autonomia.

Em seus livros, Chalita lembra que, junto com o amor, vem o compromisso, o respeito, a necessidade de continuar a estudar sempre, de preparar aulas mais participativas, de repreender com pertinência, de abusar da paciência. Em seu livro Educação: a solução está no afeto, ele diz: “Triste é o educador que já não acredita mais na capacidade de aprendizado, que não se debruça para examinar melhor a peculiaridade de cada aprendiz. Esse não ensina e não aprende. A educação é, em todas as suas dimensões, um grande desafio.” Falar sobre educação é falar sobre a única alternativa política, social para que esse país encontre a dimensão de sua grandeza e para que o povo que aqui vive encontre a dignidade. O ser humano está sempre a buscar sua felicidade. Eis uma verdade universal. Em todos os tempos, em todas as culturas sempre se almejou a felicidade. Alguns não conseguiram, outros confundiram a felicidade com os prazeres efêmeros e se entregaram à submissão. Ser feliz é um objetivo ao mesmo tempo simples e complexo. Simples porque depende de uma mera decisão (embora decidir seja angustiante, a decisão é individual – depende do querer). É também complexo, porque o ser humano é único, é genial, é especial e aprende e ensina e evolui e cresce e é. E por causa disso tudo não se satisfaz com qualquer coisa. É mutável. É imprevisível. De qualquer forma, quando consegue canalizar o seu potencial para o bem, suas obras são fantásticas.

Leave a comment