Bibi dramatiza poemas de Gabriel Chalita

O diretor Jorge Takla montou um espetáculo baseado em textos dos dois novos livros que Gabriel Chalita lançou no Hotel Renaissance, no dia 5 de dezembro. Bibi Ferreira fez um monólogo com poemas selecionados dos dois livros, e com alguns textos em prosa poética que Chalita escreveu especialmente para o espetáculo.

Toda a renda dos mais de 1.000 livros vendidos no evento foi destinada ao Projeto Felicidade, uma iniciativa que cuida de crianças com câncer.

Saiba um pouco mais sobre os livros.

De tudo que mora em mim

Este é o título do livro produzido pela Editora Ibep-Nacional. O ser humano, com seus anseios e receios, é a matéria-prima do autor Gabriel Chalita. As ilustrações, inspiradíssimas, são de Luiz Maia.

Em De tudo que mora em mim, Gabriel Chalita excursiona pela poética, pela primeira vez. É um livro corajoso, que revolve as entranhas do sentimento. Com uma abordagem poético-filosófica, De tudo que mora em mim é um registro de vivências, aventuras, desventuras, amores e desamores e, por que não? até mesmo os rancores que fazem parte da alma humana.

Toda a perenidade da poesia é descrita pelo autor com retratos fugazes do cotidiano, pois, para ele,

Se não fosse a capacidade de êxtase
diante da singeleza da paisagem,
a poesia viveria em luto.


Os poemas revelam o que há de mais sublime nas inseguranças e nos anseios do ser humano. É o que evidencia o poema “Um novo amor”:

Está com medo? / Eu também.

Estações

Este é o título do livro produzido pela Editora Alegoria, de Porto Alegre, dentro da coleção “Palavra e Arte”.

São 36 poemas, ilustrados pelo artista Arturo.

“Estações” é uma coletânea de pensamentos em verso e em prosa poética que Gabriel Chalita vem acalentando há algum tempo, e que agora decidiu reunir em um livro. Diz ele que hesitou um pouco antes de se lançar à poesia. “Quando entreguei alguns poemas para serem lidos por amigos como Lygia Fagundes Telles e Paulo Bomfim, ouvi sugestões e ponderações que me levaram ao trabalho da transpiração, à poiésis dos gregos revisitada por Heidegger – que enfim é tekné transformada em ação, se quisermos pensar no modelo aristotélico. E que, portanto, tem todo o sentido com a relação ensino-aprendizagem. Eu compartilho sentimentos, com minha poesia, e aprendo com quem aprende com o que escrevo.”

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