Imagens recriam a história

O Museu do Ipiranga, cujo nome oficial é Museu Paulista da USP, está com uma exposição planejada para celebrar os 453 anos de fundação da cidade de São Paulo. Foi aberta na terça-feira, dia 23 de janeiro, a exposição “Imagens Recriam a História”, que procura explorar a história das imagens que ajudaram a construir a memória coletiva nacional e paulista.

Por isso, a mostra privilegiará três aspectos da inserção destas obras no circuito artístico em que foram produzidas:o processo de criação dos artistas, a forma pela qual foram adquiridas pelo Museu e a difusão destas obras de arte em livros didáticos e objetos de uso cotidiano.

As imagens do Museu Paulista recriaram a história do país e têm como eixo a trajetória de São Paulo. A exposição pretende prover o público de novas interpretações das obras que fazem parte do acervo do Museu e evitar que sejam feitas compreensões fiéis à realidade das maquetes e pinturas lá expostas.

Vários recursos multimídias foram adotados pela exposição para auxiliar na visualização e no entendimento das obras. São vídeos educativos e informativos, observatórios e terminais que aprofundam a análise das pinturas. O Museu também inaugura o uso de materiais para portadores de necessidades especiais, tais como telas táteis, textos em braille e narração descrevendo as pinturas.A curadoria é do Prof. Dr. Paulo César Garcez Marins e a coordenação institucional é da Profa. Dra. Solange Ferraz de Lima.

Serviço

Exposição: Imagens Recriam a História

Ingressos: R$ 2 (crianças até 6 anos e idosos acima de 60 anos não pagam)

Em todo terceiro domingo de cada mês, a entrada é franca.

Endereço: Parque da Independência, s/nº – Ipiranga

Telefone: (11) 6165- 8000

Informações da Secretaria de Estado da Cultura

O futuro do Museu do Ipiranga

Atualmente, as exposições do Museu Paulista estão passando por um processo de reformulação, de acordo com o Plano Geral de Exposições, estabelecido pela equipe técnico-científica da instituição. As mudanças estão se dando tanto nas linhas conceituais de História e Museologia, como na revitalização dos acervos por meio de trabalhos de conservação e restauração.

O Plano Geral define a organização dos acervos, nas três principais alas de exposição, segundo as três linhas de pesquisa às quais o Museu se dedica.

No andar térreo, a Ala Oeste aborda, sob o prisma da História do Imaginário: os Descobrimentos; as viagens no período colonial; a São Paulo das igrejas, a capital administrativa e o espaço urbano em meados do século XIX.

No andar superior, a Ala Leste, girando em torno do Universo do Trabalho: a maquete do edifício, de 1885-1890, como objeto técnico; a ligação São Paulo-Santos na “era do café”; a São Paulo do comércio na virada para o século XX; o acervo de mobiliário sob a óptica de sua confecção.

Na Ala Oeste do andar superior, aspectos de Cotidiano e Sociedade: o espaço doméstico no final do século XIX e início do XX e numa segunda parte, os anos 1920 a 1950 em São Paulo.

Além dessas áreas, estão previstas: no andar térreo, uma Galeria dedicada à instalação ou fomento de serviços públicos na cidade de São Paulo no final do século XIX (Corpo de Bombeiros, Serviço Sanitário, Iluminação etc.), uma exposição permanente sobre a modernidade na virada para o século XX, tendo, como eixo, Santos Dumont e uma área de exposições temporárias. No subsolo, exposições rotativas de acervos do Museu Paulista.

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