Gabriel Chalita concedeu, na manhã desta segunda-feira (22), uma entrevista ao portal Terra. O deputado tratou, dentre outros assuntos, da cidade de São Paulo, do segundo turno das eleições municipais e da atuação do PMDB no cenário político local e nacional.
Logo no início da entrevista, Chalita agradeceu aos eleitores que o apoiaram no primeiro turno. “Foi uma experiência fantástica ter sido candidato a prefeito de São Paulo”, disse. Ele lembrou que, durante um ano, estudou profundamente a capital paulista, inclusive acompanhando de perto a situação dos moradores nos mais diversos bairros. “Elaboramos um projeto real para a cidade.”
No que se refere ao segundo turno das eleições, o presidente do PMDB da Cidade de São Paulo falou sobre sua decisão de apoiar Fernando Haddad. De acordo com o deputado, isso se deu depois de o candidato comprometer-se a incorporar propostas de Chalita a seu plano de governo. Dentre elas, a implantação de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) na capital, que ajudariam a solucionar um dos problemas mais graves enfrentados pelos paulistanos: o da saúde pública. “É descabido ver que a cidade mais rica da América Latina trata as pessoas da forma que trata na área da saúde”, lamentou. Na semana passada, Chalita e Haddad assinaram uma carta em defesa de São Paulo; o teor completo do documento pode ser conferido aqui.
O deputado também abordou a questão da educação no País. Membro da Comissão de Educação e Cultura do Congresso Nacional, ele se disse a favor de uma Lei de Responsabilidade Educacional para os municípios. “A médio prazo, o que vai resolver o problema da violência no Brasil é a educação.”
Questionado pela jornalista Maria Lins sobre os maiores desafios que o próximo prefeito de São Paulo enfrentará, Chalita apontou duas questões primordiais: a gestão pública da cidade e a atenção à população mais carente. Quanto ao primeiro aspecto, ele destacou a necessidade da informatização da administração municipal; sobre o segundo, declarou: “É preciso unir a São Paulo rica e a São Paulo pobre”. Para o deputado, o futuro prefeito deverá investir prioritariamente em programas habitacionais, assim como na resolução do déficit de vagas em creches – inclusive por meio de convênios com entidades da sociedade civil.
Ao falar do novo PMDB da Cidade de São Paulo, Chalita informou que foram eleitos quatro vereadores pelo partido e comentou a importância de os cidadãos mostrarem-se interessados por política. “Não adianta dizer ‘Eu não gosto de política’. Você precisa de política, você precisa ser administrado por alguém”, afirmou. “Quanto menos a gente participa, mais a gente permite que pessoas que não são boas continuem administrando a política.”
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Fonte: assessoria de imprensa
