O candidato a prefeito do PMDB, que teve 13,6% dos votos, afirmou que ‘nenhum apoio é natural’. O candidato a prefeito de São Paulo pelo PMDB, Gabriel Chalita, afirmou na noite de domingo que, antes de anunciar o apoio a um dos candidatos que se enfrentarão no segundo turno, quer discutir com os partidos. Ele condicionou o apoio a uma das campanhas finalistas à incorporação de suas propostas de governo.
“Tenho muita responsabilidade com o meu eleitor, que é um eleitor crítico, que votou em mim para vereador, para deputado federal. Antes de anunciar qualquer apoio, é preciso que a gente se reúna, analise”, afirmou Chalita ontem, por volta das 19h30, em entrevista concedida no escritório do vice-presidente da República, Michel Temer.
“Há algumas coisas muito fortes do nosso programa de governo que a gente gostaria de ver incorporado à campanha. Por isso, neste momento, a gente não vai decidir nada”, disse o candidato peemedebista, que ficou em quarto lugar na disputa para a Prefeitura de São Paulo, com quase 14% dos votos.
Entre os projetos que Chalita gostaria de ver incorporado à campanha do candidato que vier a apoiar, ele citou a escola em tempo integral. “Isso é uma questão de honra porque vai mudar a história de São Paulo”, afirmou.
Chalita também citou a proposta de criação do Expresso Zona Leste e do Expresso Zona Sul, na área do transporte público, a revitalização do centro da cidade, a Central Olho Vivo e o Poupatempo da Pessoa Jurídica.
“São propostas muito concretas, objetivas, e, antes de qualquer apoio, gostaríamos de refletir sobre essas ideias para seja um apoio real. Se esses pontos puderem ser utilizados, sim. Se não, que os dois disputem e a gente acompanha o processo”, afirmou Chalita.
Embora o PMDB seja da base do governo da presidenta Dilma Rousseff, Chalita disse que o apoio ao candidato petista Fernando Haddad, que enfrentará José Serra, do PSDB, no segundo turno, não é algo automático. “Nenhum apoio é natural”, afirmou.
Sobre sua votação, Chalita disse que “todo candidato gosta de ganhar eleição, mas na vida esse conceito de ganhar e perder é relativo. A gente perde quando a gente perde a moral, perde os valores.”
“A grande novidade desta eleição foi o Gabriel Chalita e o PMDB, que depois de 16 anos veio disputar a eleição com alguém que é capaz de pregar programas de grande aceitação para São Paulo”, disse o vice-presidente Michel Temer, ao lado do candidato peemedebista.
“O PMDB de São Paulo sai maior dessa campanha, e a gente com muito entusiasmo para continuar fazendo política. Ocupar espaço na política não é fácil, mas é importante que surjam novas lideranças para dar mais opções ao eleitor”, afirmou Chalita.
Fonte: #Equipe15
