Para fechar o mês de novembro, o Quarta Viva deste dia 30 esteve repleto de atrações especiais. Muita cultura, arte e informação contagiaram os telespectadores do programa, que trouxe como convidados duas importantes figuras do cenário literário e musical. Gabriel Chalita entrevistou, na noite desta quarta-feira, a escritora Maria Adelaide Amaral e o maestro John Neschling.
Nascida em Porto Alegre, Maria Adelaide Amaral formou-se em jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, mas foi como autora teatral e escritora de minisséries e novelas que viu sua carreira deslanchar. Sua primeira peça, “A Resistência”, foi escrita em 1974 e inspirada em um grande corte de profissionais ocorrido na empresa em que trabalhava. Dois anos depois, escreve “Bodas de Papel” – espetáculo que recebe os prêmios Moliére e Ziembinsky, concedidos pelo Governo do Estado e pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) na categoria Melhor Autor Nacional.
A escritora gaúcha foi responsável também pela a autoria das minisséries globais “A Casa das Sete Mulheres”, “Os Maias”, “Mulher” e “A Muralha” e pelas novelas “Anjo Mau” e “Sonho Meu”. Além disso, foi co-autora das novelas “A próxima vítima”, “O mapa da mina”, “Deus nos acuda”, “Meu bem, meu mal” e “Os gigantes”.
No Quarta Viva, Maria Adelaide Amaral contou um pouco de sua trajetória profissional e revelou alguns segredos sobre seu novo trabalho: a minissérie sobre o ex-presidente brasileiro Juscelino Kubitschek, que será transmitida pela Rede Globo, a partir do dia 3 de janeiro.
Já o maestro John Neschling falou sobre a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – OSESP – a qual comanda com braço de ferro, desde 1997. Com mais de 130 apresentações anuais em sua temporada de concertos, a orquestra é considerada hoje a de maior destaque da América Latina.
Formado como maestro em Viena, no ano de 1969, Neschling comanda, também, um programa de rádio todos os domingos na Cultura FM. No programa, o maestro ofereceu aos ouvintes o que há de melhor em termos de repertório de concertos mundiais. Outro mérito inquestionável de Neschling: foi dele a idéia de transformar a estação de trem Julio Prestes, na conceituada Sala São Paulo – que hoje é referência latino-americana de espaço cultural direcionado à música.
E para encerrar o programa mantendo o alto-astral e o vínculo com a cultura, Chalita levou ao palco do Quarta-Viva o coral “Céu da Boca”, que interpretou as canções “Freedown is coming” e “Siyhamba” (ambas da cultura africana) e “Rouxinol”, de Milton Nascimento. A outra atração da noite ficou por conta do “Grupo de Dança Country”, que mesclou o tradicional estilo americano com passos do gênero de origem brasileira. O grupo é composto por alunos e ex-alunos da EE Dr. Presciliano Pinto de Oliveira.
