Vagas de bolsa mestrado

Interessado em qualificar cada vez mais seus professores, o governo do Estado de São Paulo já anunciou mais investimentos no programa Bolsa-Mestrado, que começou a ser desenvolvido em 2003 em toda a rede. Para 2005, serão mais de mil vagas em universidades no exterior e no próprio Estado. As inscrições ainda não foram abertas, mas devem começar em breve.

De todas as vagas oferecidas, a maioria é para as instituições que ficam no Estado de São Paulo: 1.780. As outras se dividem em 100 bolsas para o curso de mestrado da Universidade de Londres e 30 para cursos de extensão na Universidade de Salamanca, Espanha.

No caso das bolsas para os cursos das universidades paulistas, os professores têm que acompanhar o calendário divulgado pelas próprias instituições. Mas só podem pleitear a ajuda as instituições cujos cursos são reconhecidos pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Em Franca, a Unesp e a Unifran têm cursos reconhecidos pela Capes.

Depois que forem aprovados para ingressar no curso, precisam fazer uma inscrição na diretoria de ensino demonstrando o interesse pela bolsa (as datas ainda serão divulgadas). Essas inscrições serão enviadas para a Secretaria de Educação, que selecionará aqueles que vão ser beneficiados. A ajuda do governo do Estado para os professores/estudantes poderá vir de duas maneiras: repasse de R$ 720 para o professor beneficiado ou afastamento do profissional durante o curso (nesse caso, ele continua recebendo seus vencimentos normalmente). Os critérios que serão usados na seleção ainda não foram divulgados.

EXTERIOR

Para os bolsistas que irão para a Universidade de Londres, o governo pagará apenas a hospedagem dos professores em solo inglês (por dois meses), ficando as despesas de transporte, alimentação e taxas acadêmicas a cargo da universidade anfitriã. Os beneficiados ficarão dois anos estudando e terão o compromisso de continuar na rede por, pelo menos, o mesmo tempo.

Os critérios de seleção ainda não foram todos publicados, mas os principais são a proficiência em inglês e o grau universitário em pedagogia. Para o secretário de Educação, Gabriel Chalita, essa será uma oportunidade única. “É muito difícil conseguir fazer um mestrado em Londres, pela complexidade, pelo custo, pelo conhecimento da língua. Então, estamos dando essa oportunidade para os nossos professores e esperando um grande interesse; maior do que o obtido no ano passado”, disse. 30 professores vão estudar na Espanha

Embora não seja um mestrado, o curso de extensão universitária na Universidade de Salamanca, na Espanha, é uma boa oportunidade para os professores aperfeiçoarem seus conhecimentos.

O governo do Estado deve abrir em breve as inscrições, que costumam ser feitas pela internet, e divulgar os critérios de seleção. Um deles deve ser a proficiência no idioma espanhol. No ano passado, entre os 30 professores beneficiados em todo o Estado estavam três de Franca: Ana Maria Garcia de Oliveira, professora de Ciências e Química; Marley de Fátima Moraes Borges, de História; e Lucimar Rodrigues Moreira, de Geografia.

Elas viajaram em outubro e, quando voltaram, disseram que todo o programa foi muito enriquecedor. Tiveram aulas de gramática, conversação, cultura e história espanhola. Ao todo, foram cinco horas de aulas por dia, de segunda a sexta-feira. Nos finais de semana e nos tempos livres, aproveitaram para conhecer outras localidades do país como Toledo, Segóvia, Ávila e Madri. Um dos pontos interessantes citados pelas professoras foi a oportunidade de conhecer o sistema de ensino espanhol, que, segundo elas, assemelha-se ao brasileiro em alguns aspectos.

O programa de bolsas de estudos na Espanha é custeado pelo banco Santander, que paga todas as despesas de viagem.

As informações sobre inscrições devem ser divulgadas pelo site www.educacao.sp.gov.br

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