Por Gabriel Chalita
Em primeiro de janeiro, novos prefeitos e vereadores tomam posse em todo o país. Alguns foram reeleitos. Outros ocupam pela primeira vez um mandato eletivo. O que se deve esperar deles? Simples: gratidão ao eleitor.
E o que significa ser grato ao eleitor? Trabalhar incansavelmente para honrar os votos, cumprir os compromissos de campanha, melhorar a vida das pessoas. Nas grandes e nas pequenas cidades, os candidatos saíram às ruas, analisaram problemas, fizeram promessas, buscaram votos. E convenceram o eleitor. Agora, o trabalho é outro.
O prefeito é o administrador mais próximo das pessoas. É ele o responsável pelo dia a dia da cidade. Infelizmente, muitos se esquecem disso e misturam o público com o privado, transformando a prefeitura em um “negócio”. É o que temos visto pelo país afora. Denúncias de desvio de recursos da merenda, dos hospitais, das obras. Triste fim de quem mereceu a confiança do povo. O vereador, além de legislar e fiscalizar, é um agente político de grande importância. É a voz da cidade e do cidadão.
Ser vitorioso nas urnas significa muito, mas não é tudo. A vitória maior precisa vir agora. Combater as desigualdades, acabar com a injustiça de um país que cuida bem das crianças ricas, mas se esquece das crianças pobres. O segredo está na educação de qualidade, nas escolas em tempo integral, na preparação para o mercado de trabalho. A saúde é outra chaga que angustia a população mais necessitada. Moradia, transporte, limpeza urbana etc.
Os desafios são muitos. Ninguém espera que os administradores tenham uma vara mágica para resolver problemas, mas que trabalhem com afinco, desde o primeiro dia, e sejam fiéis aos eleitores que, mesmo com tantos desmandos, ainda confiam e votam. Que sejam honestos. Que não se esqueçam de que o poder é transitório e de que será muito bom terminar seus mandatos com a consciência limpa por não ter enganado o eleitor nem a si próprios.
Fonte: Diário de S. Paulo
