
Todo natal traz um clima diferente para a cidade. Alguns gostam muito. E ficam felizes com os enfeites, as músicas, a correria para as compras. Outros ficam tristes. Lembram-se de outros natais em que a vida era diferente. A vida é sempre diferente. O que pode significar esse clima diferente?
Nos cartões enviados, sempre há alguma frase de esperança. Algum dizer de felicidade. Algum sonho compartilhado de que os valores mais caros à humanidade merecem ser resgatados. E as ações? São as ações que podem fazer com que o natal não seja triste.
O natal é a festa do nascimento do Menino Jesus. O que se pode dar ao aniversariante? Quando crescido, Ele ensinou que toda a Lei e todos os ensinamentos se resumem a este: “Amar a Deus e amar ao próximo”. Quem é o próximo que poderia ser amado neste natal? Pode ser alguém que viva em um asilo ou que viva em um abrigo ou que esteja em algum hospital. Há muitas ações generosas a serem realizadas sempre, mas, em especial, nesse período. Mas o próximo pode ser também quem é da família e com quem se está brigado. Pode ser um vizinho com quem há anos relações foram cortadas. Pode ser um parente distante que aguarda um telefonema.
Uma ação de amor em um natal ganha um significado completamente diferente. Diferente, porque vem carregado de esperança. De novidade. De nova vida. Seja um gesto de ajuda ou de perdão. Um olhar para aquele que estava invisível, um cuidar para aquele que estava abandonado. Uma canção para alegrar corações entristecidos. Ou um gesto delicado de tornar-se um escrevedor de cartões a parentes distantes, ajudando aqueles a quem faltam palavras escritas, mas abundam amor e saudade. O “bom samaritano” pode se multiplicar nas ações mais singelas de cada natal. Aí a manjedoura estará preparada para o Menino que quer chegar. Mas que precisa ser convidado.
Por: Gabriel Chalita (fonte: Diário de S. Paulo) | Data: 23/12/2016
