Nos últimos dias, manifestações de celebração à vida de Nelson Mandela, na África, têm encantado o mundo. O colorido da nação arco-íris e a alegria dos filhos de Mandiba, nome pelo qual é carinhosamente chamado por seu povo, revelam que os ensinamentos do líder africano frutificaram. Certamente, de lá onde está, ele assiste a tudo e sorri. Feliz. Os funerais de Mandela parecem, aos olhos do mundo, uma grande festa de amor, um ritual de fé a um pai que nunca parte.

Desde cedo, estuda-se, na escola, que o ser humano é um animal racional, porque dotado de razão, porque capaz de fazer escolhas que vão além dos instintos. Já os animais são limitados, sob esses aspectos. Acontece que algumas cenas nos fazem refletir sobre a realidade dessas afirmações.

Recentemente, a mídia mostrou uma mulher “jogando fora” um cachorro. A expressão é dolorosa, mas é exatamente esta: “jogando fora” um cachorro de dentro do carro, em uma rua movimentada, debaixo de chuva. 

A mulher, animal racional, abriu a porta do carro e jogou o cachorro. O cachorro, animal irracional, por nutrir sentimento pela sua dona, correu, desesperadamente, atrás do carro, tentando voltar, imaginando que, talvez, tivesse sido um engano o que sua dona tinha feito. Afinal, ela é humana, tem sentimentos, não faria isso. Fez. 

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