Por Gabriel Chalita

No clássico Cinema Paradiso (1989), do diretor e roteirista italiano Giuseppe Tornatore, o pequeno e sensível protagonista Totó descobre o mundo por meio de uma escola diferente. Uma escola encantada, impregnada de sonhos, desejos, possibilidades. Uma escola travestida de cinema e que prescinde do quadro negro justamente porque ensina, comove e arrebata os corações e mentes utilizando imagens, emoções, sentimentos e ações reproduzidas nas projeções comandadas por Alfredo – espécie de mentor, professor, pai e amigo do eloqüente Totó.

Por Gabriel Chalita

“Quero demais morrer segurando a mão de Lygia (Fagundes Telles), porque sei que ela vai entender tudo nessa hora H. Ela vai dizer: ‘Hilda, fique calma e tal que é assim mesmo’”. Esse depoimento tocante, concedido pela poeta Hilda de Almeida Prado Hilst aos editores do Cadernos de Literatura Brasileira nº 8, publicado em 1999, expõe, mais do que um desejo, a certeza de uma amizade eterna.

Por Gabriel Chalita

O poeta português Fernando Pessoa era um visionário. Um mestre devotado à missão de traduzir o mundo por meio de versos. Com a sensibilidade peculiar à sua pena, utilizou uma frase “gloriosa” – como ele mesmo descreveu – e freqüentemente mencionada pelos antigos navegadores para sintetizar a grandeza de seu espírito e a de todos os gênios da humanidade: “Navegar é preciso; viver não é preciso”.

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