Por Gabriel Chalita

Primavera: semente de poesia A flor que és, não a que dás, eu quero. Porque me negas o que te não peço. Tempo há para negares Depois de teres dado. Flor, sê-me flor! Se te colhêr avaro A mão da infausta esfinge, tu perene Sombra errarás absurda, Buscando o que não deste. (Ricardo Reis – ode nº 354) Setembro já se foi levando consigo os primeiros dias da primavera.

Por Gabriel Chalita

No conto “Felicidade Clandestina”, Clarice Lispector nos apresenta uma protagonista tímida e sonhadora. Uma menina cujo sofrimento é não poder desfrutar da leitura diária de inúmeros livros. Seu sonho dourado, entretanto, é o clássico Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. O livro custava caro e uma garota invejosa e perversa que prometera emprestá-lo passa dias humilhando-a e postergando a entrega da obra. Em seu coração sensível, a menina ávida por livros nutria um sentimento de ausência, de carência de algo que se deseja muito e não se pode ter. Afinal, ela já sabia que o mundo fica melhor por meio da leitura e das viagens que ela proporciona.

Por Gabriel Chalita

“Desde que nasceste não és mais que um vôo no tempo./Rumo do céu?/Que importa a rota./Voa e canta enquanto resistirem as asas.” (“O vôo” – Menotti Del Picchia) Nossa existência é composta de obstáculos, desafios, grandes e pequenas modalidades de lutas que exigem empenho, dedicação, garra e perseverança de seus atletas. Seres humanos que estão em constantes campeonatos, em inúmeros certames, em incontáveis disputas e jogos cujos resultados são, comumente, o reflexo perfeito de nossos esforços.

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