Por Gabriel Chalita

Há muito está superada a tese de que a educação é um tema restrito aos meios acadêmicos e ao cotidiano escolar. Da mesma forma, já não temos dúvidas quando discorremos sobre a educação como um processo contínuo, uma via de mão dupla que propicia o vaivém necessário à construção do ensino-aprendizagem. Nesse contexto, é essencial perceber que o mundo é uma escola exemplar por sua diversidade, excesso de cores, aromas, sabores e sensações.

Por Gabriel Chalita

Em sua obra denominada Livro sem fim, o educador Rubem Alves nos brinda com uma metáfora belíssima sobre a relação entre as palavras e os alimentos. Por meio do exemplo extraído de textos de escritores diversos e dos famosos quadros de Giuseppi Arcimboldo, Alves constrói sua argumentação de que o saber pode e deve ter sabor. Em um determinado momento da narrativa, o autor dispara: “Escrevo como quem cozinha”.

Por Gabriel Chalita

No poema “Ensinamento”, a poeta mineira Adélia Prado traduz, de forma brilhante, a importância do amor como sentimento que deve pairar soberano acima de todas as outras coisas… “Minha mãe achava estudo a coisa mais fina do mundo. Não é. A coisa mais fina do mundo é o sentimento. Aquele dia de noite, o pai fazendo serão, ela falou comigo: ‘Coitado, até essa hora no serviço pesado.’ Arrumou pão e café, deixou tacho no fogo com água quente. Não me falou em amor. Essa palavra de luxo”. (“Ensinamento”, in Poesia Reunida, Adélia Prado)

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